segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Em jogadores de futebol, ultra-som e exames de sangue podem ajudar a predizer tempo de recuperação após lesão muscular

Estudo espanhol concluiu também que tempo de recuperação foi mais alto em pacientes com baixos níveis de ferritina, o que sugere que isto pode ser um fator de risco para lesões musculares.



Dublin (Irlanda) – Após analisarem 57 jogadores de futebol federados com lesões musculares, pesquisadores espanhóis concluíram que a realização de ultra-som e de exames de sangue pode ajudar a predizer o tempo de recuperação dos atletas. Segundo o estudo, apresentado na sessão de pôsteres do 30º Congresso Mundial de Medicina do Esporte, encerrado ontem em Barcelona (Espanha), as lesões musculares constituem a razão mais freqüente da procura por atendimento médico de jogadores de futebol.



“Diante disso, é necessário fazer um diagnóstico clínico e anatomopatológico para que seja possível definir o prognóstico e o período necessário de recuperação”, afirmam os autores da pesquisa, Rodas, Insunza e Del Valle, da Escuela de Medicina del Deporte, Oviedo, Astúrias (Espanha).



Segundo o pôster, o estudo analisou dados, coletados entre os anos 2000 e 2008, de 56 homens e 1 mulher com idade entre 12 e 39 anos, todos submetidos a ultra-som e exames de sangue. Em geral, ambos são utilizados para identificar a lesão anatômica, e o objetivo do estudo foi verificar se eles podem ser considerados bons testes complementares na hora de determinar o tempo de recuperação do músculo lesionado.



Os resultados mostraram que os atletas com 18 anos de idade foram os que mais sofreram lesão (12,28%) e que 42,10% de todos os participantes havia sofrido injúria em tendão da perna. Além disso, os exames de sangue mostraram que 38,59% apresentavam baixos níveis de ferritina (proteína que contem reservas de ferro) e que 10,52% tinham altos níveis de creatinaquinase (ck) – enzima encontrada no músculo, relacionada ao fornecimento de energia. De acordo com os autores, “o tempo de recuperação foi maior nos pacientes com baixos níveis de ferritina”, sugerindo que isto “pode ser um fator de risco para lesões musculares”.



Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)
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