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Produção independente, "PLACAR, a revista militante" terá exibição especial, terça, 17 de dezembro, no Museu do Futebol Por mais de 50 anos, a revista PLACAR contou a história do futebol brasileiro e, com 1500 edições de grandes reportagens, personagens inesquecíveis e, marca registrada da publicação, polêmicas dentro e fora do campo, ela ajudou a mudar o jornalismo esportivo nacional. Agora, finalmente, pela primeira vez, a história da própria PLACAR será contada. Nesta terça-feira, 17 de dezembro, às 19h, acontece a exibição especial do documentário PLACAR, a revista militante, com sessão aberta ao público no Museu do Futebol, em São Paulo. “É um filme sobre futebol e jornalismo", define o diretor e idealizador do documentário, Ricardo Corrêa, que trabalhou na revista por mais de 20 anos. Segundo Corrêa, trata-se de um jornalismo que, desde o lançamento em 1970, no auge da ditadura militar, encarava o jogo de um jeito diferente: "A PLACAR não apenas narrou, foi protagonista, desafiadora, amou os craques, odiou cartolas, lutou pelo futebol, pela democracia, divertiu, denunciou, escandalizou." O documentário traz entrevistas com jornalistas e craques que passaram pelas páginas da revista - ou gostariam de ter passado, como o comentarista Mauro Beting, da TNT Sports, SBT e Rádio Bandeirantes. "Trabalhei e trabalho em todos os lugares que podia, mas o único lugar que eu queria ter trabalhado em toda minha vida é a PLACAR", diz Beting, no documentário. Relevância reconhecida também por quem estava em campo. "A PLACAR mostrava como éramos de verdade para o público", afirma o ex-jogador e comentarista Walter Casagrande Jr. O ídolo do Corinthians no final dos anos 70 e início dos 80 é um dos entrevistados do documentário, ao lado de outros nomes históricos como Pelé, Zico e Falcão. PLACAR, a revista militante, no entanto, não quer ser resumido a uma celebração da revista. "Nossa intenção foi mostrar como o jornalismo pode e deve se engajar para denunciar o que está errado na sociedade", diz Sérgio Xavier Filho, comentarista da SporTV, ex-diretor de redação da publicação e, ele próprio, um dos realizadores do filme. "A PLACAR sempre foi assim e por isso nós a chamamos de 'revista militante', no melhor sentido da palavra." A Máfia da Loteria, o fim da Lei do Passe, o doping do ex-meia Mário Sérgio, então no Palmeiras, a Democracia Corinthiana são alguns exemplos das polêmicas ou causas que tomaram as edições de PLACAR em cinco décadas. Reportagens e coberturas históricas feitas por jornalistas consagrados como Arnaldo Ribeiro, Celso Unzelte, Gian Oddi, Marcelo Duarte, Martha Esteves, Paulo Vinícius Coelho, o PVC, Ronaldo Kotscho, Carlos Maranhão e Juca Kfouri, certamente o nome mais emblemático da revista. Todos eles brilharam na PLACAR e trazem seu testemunho no documentário. Placar, a revista militante, é um projeto independente de cinco anos que, a princípio, seria lançado em 2020, para comemorar o cinquentenário da publicação. A pandemia da Covid adiou os planos da equipe, que ainda contou com a participação de dois outros ex-placarianos, o fotógrafo Alexandre Battibugli e o jornalista Alfredo Ogawa. Quando as gravações foram retomadas em 2022, a melhor reação veio de um dos convidados para dar seu depoimento: "Nossa, essa história precisava mesmo ser contada!" PLACAR, a revista militante. Documentário, 2024. Direção geral: Ricardo Corrêa; direção: Sérgio Xavier Filho; direção de conteúdo: Alfredo Ogawa; assistente de direção e fotografia: Alexandre Battibugli. Exibição especial aberta ao público. Dia 17 de dezembro, terça-feira, 19h, Museu do Futebol, Praça Charles Miller, São Paulo |
Em passagem pelo país, diretor técnico da PSG Academy visita arenas e ressalta metodologia exclusiva do clube parisiense
A expansão global da Paris Saint-Germain Academy, escola oficial do clube francês, é uma das mais marcantes iniciativas de base esportiva no futebol mundial. Com presença em mais de 50 países, a academia não só promove a formação técnica de jovens atletas, mas também se consolida como uma ponte entre culturas e valores. No Brasil, a PSG Academy encontrou terreno fértil: cerca de 15 mil alunos treinam semanalmente nas 52 unidades espalhadas pelo país, sendo quase 3 mil no Nordeste, região que ocupa um lugar estratégico para a expansão da empresa, com 9 unidades em pleno funcionamento.
O Nordeste também se beneficia do histórico de revelação de grandes atletas e de uma cultura de paixão pelo esporte. Eventos regionais, como competições internas e clínicas técnicas, têm promovido o intercâmbio entre alunos e treinadores, garantindo a aplicação da metodologia de excelência do Paris Saint-Germain, marca esportiva de maior crescimento global.
Em viagem ao Brasil, Benjamin Houri, diretor técnico da PSG Academy em Paris, cumpre uma extensa agenda, que inclui visitas às escolas da rede na Bahia, em São Paulo, Sergipe e no Rio Grande do Norte, estado que a partir desta segunda, 16 de dezembro, sedia a 6ª edição da PSG Academy Cup Brasil, um importante torneio que proporciona uma experiência esportiva completa, envolvendo unidades de todo o país.
Segundo Houri, o Nordeste, com seu histórico de revelar talentos excepcionais, é uma peça-chave na missão global da PSG de expandir suas academias. “Não estamos apenas trazendo nossa marca para a região, mas também compartilhando conhecimento e criando oportunidades para jovens atletas”, afirma.
Sua passagem por Salvador e RMS foi marcada pela observação de treinos em Villas do Atlântico e uma visita às obras da nova arena, que será inaugurada em Salvador, no mês de janeiro. A unidade, no terraço do Shopping Barra, já é a 10ª no Nordeste e a 13ª que não é franquia, mas uma escola própria da Academy.
"É impressionante ver a estrutura que está sendo construída aqui. Salvador tem uma energia única, e o Nordeste é uma região estratégica para nós. Os jovens daqui têm muito talento, criatividade e paixão pelo futebol, características que se conectam perfeitamente com a nossa metodologia", destacou Houri.
Valores que inspiram – A academia já revelou grandes jogadores que hoje brilham nos campos mundo afora, como é o caso da meia brasileira Lara Dantas, reforçando sua reputação como uma plataforma sólida para quem sonha em seguir carreira no esporte.
De acordo com o diretor técnico nacional, Igor Pires, a Academy não se limita ao desenvolvimento esportivo. “A metodologia é baseada em pilares como a formação de valores, trabalho em equipe e fair play, enquanto molda jogadores inteligentes e criativos, capazes de tomar decisões estratégicas em campo.”
“Cada jovem atleta é incentivado a crescer e se destacar, seja qual for o seu nível, recebendo um acompanhamento personalizado que considera o ritmo e as necessidades individuais”, explica François Marot, diretor Nordeste e vice-presidente da PSG Academy Brasil.
Competição reunirá mais de 200 atletas de todo o estado A cidade de Lins será sede de 14 a 23 deste mês da 11ª Copa de Basquetebol do Estado de São Paulo. O campeonato é uma realização da Secretaria de Esportes do Estado de São Paulo. Serão 19 equipes (12 masculinas e sete femininas) de 13 municípios. A expectativa é de que 285 atletas de 13 a 16 anos participem. "É com grande alegria que realizamos mais essa edição de Copinha. Que esse campeonato seja a semente para promissoras carreiras no esporte", diz a secretária de Esportes do Estado, coronel Helena Reis. Os jogos acontecem no Ginásio Nico Santos e no Ginásio Santo Meira. |
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| O estádio Audi Field receberá partidas do torneio que ocorrerá de 15 de junho a 13 de julho |
Washington, DC, foi confirmada como uma das cidades-sede do Mundial de Clubes da FIFA 2025, posicionando a capital do país americano no centro das atenções do futebol mundial. A escolha reforça a vocação de Washington, DC, como um destino multifacetado, com forte apelo turístico, histórico e cultural.
Na edição 2025 do mundial, 32 clubes de todo o mundo disputarão partidas em 12 estádios nos EUA, em Washington, DC, o Audi Field será o palco das disputas. O local possui capacidade para 20 mil pessoas e é a casa do D.C. United, da Major League Soccer. Entre os times brasileiros, Palmeiras, Flamengo e Fluminense, campeões da Libertadores em 2021, 2022 e 2023, já estão classificados para o campeonato. Botafogo ou Atlético-MG ainda podem garantir vaga.
O torneio atrairá milhares de visitantes internacionais, impulsionando a economia local, especialmente nos setores de hotelaria, restaurantes e comércio. Com uma rede de transporte eficiente e fácil acesso a outras cidades-sede, além de uma ampla oferta de acomodações, Washington, DC, está preparada para oferecer uma experiência excepcional aos visitantes.
“Audi Field, um dos estádios mais novos de Washington, DC, é um vibrante ponto de destaque na cidade, refletindo seu compromisso com esportes e engajamento comunitário,” afirmou Elliott L. Ferguson II, Presidente e CEO do Destination DC. “Enquanto nos preparamos para sediar os jogos do Mundial de Clubes da FIFA em 2025, não apenas evidenciamos nosso estádio de futebol de porte mundial, mas também as muitas atrações da região – desde parques pitorescos à margem dos rios e restaurantes dinâmicos até museus e memoriais próximos ao National Mall. Juntos, esses locais criam uma experiência inesquecível e única em DC, para viajantes nacionais e globais, mostrando a rica cultura esportiva e o charme da capital do nosso país.", finalizou Ferguson II.
Além dos jogos, os visitantes poderão aproveitar as diversas atrações que Washington DC tem a oferecer, desde museus de renome internacional, restaurantes premiados e uma cena cultural das mais vibrantes. Com o Mundial de Clubes da FIFA 2025, a cidade reafirma seu status como destino global com atrativos únicos.
o último sábado (22), o Parque Aquático Júlio Delamare recebeu competições de natação, com a presença da ginasta e madrinha do evento, Daniele Hypólito
Um evento cheio de superação, desafios e emoção, marcou o último sábado (22) no Parque Aquático Júlio Delamare, no Complexo Esportivo do Maracanã, que recebeu alunos de escolas públicas e privadas para as pré-classificatórias de natação dos Jogos Escolares do Rio de Janeiro (JERJ), realizados pela Secretaria estadual de Esporte e Lazer. A disputa reuniu mais de 40 alunos em diferentes estilos de nado, como: livre, borboleta, medley, peito e costas. A etapa final será realizada no dia 20 de julho, no mesmo local, com partidas abertas ao público e entrada franca.
As competições, que aconteceram em um dos principais centros de prática de esportes aquáticos da América Latina, o recém-reformado Parque Aquático Júlio Delamare, contou com a presença da madrinha do evento e ginasta olímpica, Daniele Hypólito. Ela destacou a importância do JERJ na vida dos alunos como futuros esportistas profissionais:
— O JERJ é de extrema importância, porque esporte e educação são dois pilares fortíssimos do nosso país e que têm que ser dado o devido valor. Quando envolvemos esses jovens, vemos a oportunidade que o JERJ está dando para cada um, para que esse seja o passo inicial de um campeão olímpico, de um campeão pan-americano, de um campeão mundial — afirmou a ginasta brasileira com mais participações em Jogos Olímpicos.
O JERJ é realizado pela Secretaria de Estado de Esporte e Lazer em parceria com a Federação de Esportes Estudantis do Rio de Janeiro (Feerj). Ao todo, participam das atividades, 71 municípios do Rio de Janeiro, com cerca de 650 escolas públicas e privadas inscritas, e mais de 5 mil estudantes nas equipes.
Luciana Oliveira é mãe de Miguel e Pedro Oliveira, alunos que demonstram força e determinação, superando suas diferenças por meio da prática esportiva. Para ela, o esporte foi fundamental para o desenvolvimento dos meninos:
— O JERJ é muito bom para participar e é algo promovido pelo Estado. O Miguel, aos três anos de idade, sofreu um acidente e perdeu o polegar esquerdo, já o Pedro, ao longo do crescimento, percebemos uma dificuldade de coordenação motora. Ele tem uma lesão no cerebelo. Com essa questão motora, o que ajuda é o esporte. Atualmente, os dois são atletas da equipe da Federação de Triathlon do Estado do Rio de Janeiro e o Pedro faz parte do Comitê Brasileiro de Deficiência Intelectual — revelou Luciana.
A competição é destinada a jovens de 11 a 17 anos e abrange 20 modalidades esportivas, como atletismo, basquete, futsal, ginástica artística, natação e vôlei, entre outras. Com um calendário fixo de competições, as etapas pré-classificatórias percorrerão as cinco regiões administrativas do estado. Para acompanhar o cronograma e obter mais informações sobre o programa, acesse: www.jerj.com.br
Entre os dias 28 e 30 de junho, o skatista Gui Khury é presença confirmada para competir nos X-Games, o maior torneio de esportes radicais do mundo, que será realizado em Ventura, na Califórnia. O fenômeno de 15 anos quer quebrar mais recordes dentro da histórica competição, e chega embalado após conquistar o Tony Hawk 's Vert Alert, neste mês. Mesmo com a pouca idade, Gui é um dos melhores atletas do mundo na modalidade Park, acumulando ao todo 8 medalhas nos X-Games (2 de ouro, 4 de prata e 2 de bronze), sendo apenas 1 delas fora do vertical - uma medalha de prata na megarampa, em julho do ano passado. O evento é tão importante para ele, que também foi responsável por colocar seu rosto no Guinness World Records três vezes: um por ser o atleta mais jovem do X-Games, outro por ser o primeiro skatista a realizar a manobra 1080, no vertical, e o mais recente, por ser o medalhista de ouro mais jovem dos X-Games (masculino). O curitibano chega com moral para a disputa do evento, após vencer o Tony Hawk 's Vert Alert, campeonato de skate vertical que reúne os melhores atletas da modalidade no mundo inteiro, com lendas da atualidade e com nomes que já marcaram época no skate. O evento foi realizado em Utah, nos Estados Unidos, e também garantiu vaga para competir nos X-Games. Gui irá competir em duas modalidades: Vert e Vert Best Trick (melhor manobra no vertical). As finais das duas categorias irão ocorrer respectivamente na sexta e no sábado. Você pode acompanhar toda a ação no canal oficial dos X-Games. Confira a programação: |
Sexta, 28 de junho 22h00 - Men’s Skateboard Vert - Final Sábado, 29 de junho 21h00 - Men’s Skateboard Vert Best Trick - Final |
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Paulo Vinicius Coelho (PVC), Alê Xavier, João Guilherme e Nivaldo Prieto no estúdio do Paramount+
Crédito – Divulgação |
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| Créditos: Tony D'andrea |
Em junho, a cidade de Niterói (RJ) recebe o maior festival de esportes ao ar livre do Brasil. Em sua 12ª edição, o Itacoatiara Pro World Festival oferece música, arte e muito esporte, dentre as mais diversas modalidades, com campeonatos nacionais e internacionais, e atletas renomados. Além disso, o evento promove a conscientização socioambiental, com ações de impacto positivo na região.
Neste ano, serão cinco modalidades esportivas: bodyboard, skate, surf, bodysurf e ciclismo. A primeira, contará as duas competições mais importantes do calendário da modalidade, sendo uma etapa nacional, sob chancela da Confederação Brasileira de Bodyboard (CBRASB) - que inclui disputas da categoria PCD - e uma do Circuito Mundial da International Bodyboarding Corporation (IBC), que se consagrou, nos últimos anos, como uma das mais importantes etapas do tour, além de ser o maior evento do bodyboard mundial, com recorde de inscritos e países participantes. Serão mais de 200 atletas profissionais de 25 países e 11 estados do Brasil disputando mais de 250 mil reais em prêmios. “Itacoatiara respira bodyboard e o campeonato mundial projetou Niterói para todo o mundo do Surf. É impressionante ver o desempenho dos melhores atletas do mundo nessa onda”, pontuou Giuliano Lara, fundador do Itacoatiara Pro. Já o skate, vai acontecer no Skatepark Carlos Alberto Parizzi, no bairro de São Francisco, com curadoria de Davison Fortunato, skatista e empreendedor social do esporte. A competição terá representantes de diversos estados na pista de street considerada pelos atletas como uma das mais divertidas do Brasil. A premiação será de 40 mil reais, dividida igualmente entre as categorias street pro feminino e street pro masculino. Como legado para a cidade, o Itacoatiara Pro vai viabilizar a reforma da pista e ampliação do projeto social Skate Cuida, do lendário skatista Bob Burnquist. Agora, além de atuar na comunidade do Caramujo, o projeto passa a oferecer aulas gratuitas de skate também no skatepark de São Francisco. Além da reforma da pista, o muro lateral do skatepark - um dos maiores painéis de graffiti da cidade, também receberá novas cores, com um seleto grupo de artistas da cena local do graffiti em ação coletiva. “O Itacoatiara Pro é um evento importante para Niterói, na medida em que está sempre construindo um legado esportivo para a cidade. Com o skate, estamos felizes em trazer essa experiência pra cá, tendo nomes relevantes da cena, como Davison Fortunato, ativista do esporte que promove a cultura skate mundo afora, e Bob Burnquist, que inclusive já tem vínculo afetivo com Niterói, onde mantém um núcleo do seu Instituto Skate Cuida. Esse foi mais um legado do Itacoatiara Pro, que iniciou essa parceria na edição de 2022 no Caramujo, e, agora, amplia as atividades do núcleo para São Francisco”, declara Bill Aquino, um dos organizadores do evento. Uma das modalidades de esportes ao ar livre mais importantes da cidade, o surf será uma das competições esportivas e incluirá atletas Pro, com os melhores surfistas de Niterói, como Gabriel Sampaio, e surfistas renomados, como Lucas Chumbo. A prova acontecerá em um dia, com ondas grandes e perfeitas e será com Categoria Open mista (Homens e Mulheres). Raiz de todas as vertentes do surf, o bodysurf também será em formato de competição. Com isso, estão previstos 32 atletas profissionais convidados, tanto para o surf, quanto para o surf de peito, que pretende se consolidar como a mais democrática forma de surfar no lugar ideal para a prática, já que as ondas tubulares de Itacoatiara são o palco perfeito para os competidores demonstrarem todo o seu talento. O ciclismo, porém, será em caráter participativo e marcará o incentivo ao uso da bicicleta na cidade, representando o esporte e a mobilidade urbana. Sairá do skate Park São Francisco, atravessando o túnel Charitas (Cafubá), uma das obras recentes mais importantes de Niterói, passando pela Lagoa e chegando até a praia de Piratininga, retornando a seu ponto de origem, na sequência. “O Itacoatiara Pro realça a vocação natural que Niterói tem para os esportes ao ar livre. Vale destacar a quantidade de niteroienses que praticam esportes, seja nas praias da Baía de Guanabara, como Icaraí e São Francisco, ou nas praias oceânicas. Em paralelo, estamos investindo em novos equipamentos, como o Complexo Esportivo de Niterói, na Concha Acústica, que terá estrutura oficial para receber eventos de nível nacional e internacional em diversas modalidades”, afirmou o secretário municipal de esportes e lazer de Niterói, Rubens Goulart. Na parte cultural, o evento contará com shows de grandes artistas como Supla e Oriente. Também será oferecido cinema open air, espaço gastronômico, batalhas de rimas, graffiti e djs. Inclusive, o programa socioambiental do Itacoatiara Pro terá esforços dedicados à conscientização dos oceanos, como mutirão de limpeza nas praias e distribuição de sacolas eco, oficinas de bodyboard voltada aos alunos das escolas municipais de Niterói, além de propiciar aos estudantes da rede pública a oportunidade de realizar práticas de coleta e análise de dados científicos. |
Velocista paraibano fez 10s83 na final e manteve hegemonia de sete anos na prova; país finalizou primeiro dia de disputas no Japão com oito pódios, sendo quatro ouros, três pratas e um bronze
O Brasil amanheceu nesta sexta-feira, 17, com o tetracampeonato do paraibano Petrúcio Ferreira nos 100m da classe T47 (amputados de braço) e um ouro inédito da amapaense Wanna Brito no lançamento de club F32 (paralisados cerebrais) no Mundial de atletismo que acontece em Kobe, no Japão, até o dia 25 de maio. O primeiro dia ainda teve a medalha de bronze da paulista Giovanna Boscolo também no lançamento de club, cravando a terceira dobradinha brasileira na competição.
Com mais essas três medalhas, o país encerrou o primeiro dia de provas no Japão em primeiro lugar do quadro geral de medalhas, com oito pódios, sendo quatro ouros, três pratas e um bronze. Na noite anterior (manhã no Japão), os brasileiros haviam conquistado cinco medalhas. A China finalizou a sua estreia na segunda colocação, com seis medalhas (dois ouros, duas pratas e dois bronzes). Em Paris 2023, a Seleção Brasileira havia conquistado três pódios na sua estreia na competição.
Petrúcio, que havia se classificado para a final da prova com o melhor tempo das eliminatórias (10s82), venceu a disputa dos 100m T47 pela quarta vez após os ouros em Londres 2017, Dubai 2019 e Paris 2023. A hegemonia por sete anos foi mantida com o tempo de 10s83, superando o polonês Michal Derus, que foi medalhista de prata ao ser mais rápido do que o chinês Wang Hao nos milésimos - foram 10s88.877 ante os 10s88.878 do asiático.
Esse foi ainda o sexto ouro do velocista na história da competição, com as vitórias nos 400m em Dubai 2019 e nos 200m em Londres 2017. Outro brasileiro envolvido na final, o carioca Washington Nascimento Júnior completou a distância na sexta colocação, com 11s09.
“O trabalho que a gente constrói antes de chegar nessas grandes competições. E conseguir entregar esse 100% me deixa muito feliz. São 11 anos de carreira, acaba ficando um pouco mais ansioso. A classe T47 é uma das classes que mais cresceu no paradesporto e a prova mostrou isso. Ser atleta mais rápido do mundo é ser inspiração e exemplo para outras pessoas e outros atletas”, afirmou Petrúcio Ferreira, que sofreu um acidente com uma máquina de moer capim aos dois anos e perdeu parte do braço esquerdo, abaixo do cotovelo.
Já a amapaense Wanna Brito conquistou a primeira medalha de ouro do Brasil nas provas de campo. No lançamento de club F32, ela atingiu 26,66m e garantiu seu primeiro título mundial na carreira, já que havia sido medalhista de prata em Paris 2023. A atleta também selou o novo recorde da competição, que era de 24,45m, registrados pela tunisiana Maroua Ibrahmi em Dubai 2019.
De quebra, o país conseguiu a sua terceira dobradinha de pódios logo na sua estreia. A paulista Giovanna Boscolo, estreante em Mundiais, lançou o club em 24,35m e ficou com o bronze. A mesma Maroua Ibrahmi, da Tunísia, terminou com a prata, com 26,60m.
“Deu certo, conseguimos repetir o que a gente estava treinando. No meio da prova, comecei a sentir muito frio e precisei ficar batendo na perna para esquentar. Mas depois consegui me recuperar e fazer o lançamento do ouro. Sou muito grata a tudo. Trabalhei muito para que isso acontecesse. Estou muito emocionada", completou Wanna, que teve diagnosticada paralisia cerebral no momento do parto.
No final do dia do Japão, também aconteceram as semifinais dos 400m T11 (deficiência visual) no feminino. A potiguar Thalita Simplício, que é a atual campeã mundial da prova, venceu a sua bateria com o tempo de 58s45 e se classificou para as finais com a terceira melhor marca da disputa. A final será às 5h33 (de Brasília) do domingo, 19.
Já nas classificatórias dos 100m da classe T37 (paralisados cerebrais), o fluminense Ricardo Mendonça, atual campeão mundial, e o acreano Edson Cavalcante avançaram para a prova final com os tempos de 11s49 e 11s67. A disputa por medalha será às 6h12 (de Brasília) deste sábado, 18.
O Mundial no Japão acontece no mesmo ano dos Jogos Paralímpicos de Paris 2024 após o Comitê Organizador Local (LOC, na sigla em inglês) solicitar ao Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês) o adiamento do Mundial, que seria em 2021, devido à pandemia de coronavírus. Com isso, a cidade japonesa sediará o evento de atletismo no ano posterior ao Mundial de Paris 2023, quando o Brasil teve seu melhor desempenho na história em Mundiais. Foram 47 medalhas no total, sendo 14 ouros, 13 pratas e 20 bronzes.
Ao todo, serão 1.069 atletas de 102 países que vão competir em provas de pista e campo no estádio Kobe Universiade Memorial Stadium. Pelo Brasil, serão 46 atletas e 10 atletas-guia que vão representar o país na competição.
Confira as provas com brasileiros da noite desta sexta-feira, 17, com horários de Brasília:
22h10 – Classificatória dos 400m T11
Felipe Gomes
23h02 – Final dos 5.000m T54
Aline Rocha
Patrocínios
As Loterias Caixa e a Braskem são as patrocinadoras oficiais do atletismo
Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
Os atletas Wanna Brito, Washington Nascimento e Petrúcio Ferreira são integrantes do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa que beneficia 114 atletas.
Time São Paulo
Os atletas Edson Cavalcante, Ricardo Mendonça e Giovanna Boscolo são integrantes do Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 149 atletas.
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